Palavra Parole
originalmente do grego parabole
tomada emprestada pelo latim
que gerou parábola.
Palavra que da fala não salta
Se encontra nos olhos
enrosca no lábio
e engasga o gargalo
Se contrai no abraço
no ato do orgasmo
de onde se faz um laço
que esquece a palavra
E depois se encontra no riso
Ou no gemido ou no grito
no afago do cuidado
mas hoje eu deságuo
nas palavras faladas
pois no fundo sem elas
talvez não se entenda
e antes que eu me renda
a palavra me embala
e busca na fala
o que na verdade não entendo
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Camiseta largada agarrada à arara das roupas
O cheiro do macho no quarto
Encontra em minhas narinas
Os fluidos permanentes das axilas suadas
Impregnado a mim
Aquele malandro safado
Que me enche de dengo
E mesmo naquele pedaço de trapo
Eu cafungo meu nêgo
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Energias solares, ciclos lunares
Que amor chegue assim
De mansinho ou de sopetão
Na esquina de um bar
Ou nas flores da mansão
Que o sumiço traga o viço
Desencontre-me dos meus vícios
Que as vibrações que vem no novo
Preencham os espaços vazios
Que os porões se iluminem
E desempoeirem esse pó do meu nariz
E esse cheiro de ar poluído
Saiam ruídos, dos meus ouvidos
Balancem aos ventos, vestidos floridos
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Ah! Malandro de brechó
Da pulseira prateada no braço
No pescoço a placa de aço
Enrosca-se os meus cachos nos teus cachos
E nesse seu bigodinho à la Dali
Eu aqui no traço da sua poesia!
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Tempo não relativo
Ano novo brindado
Em fim de hábito antigo
Juventude revigorante
Aliada ao intelecto brilhante
Traz-me nesse ar renovado
Poesia aos montantes
Vida nova que se agita
Ah! Meu coração até grita
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Criatividade borbulhante exploda
A realidade do ano que chega
Guie Júpiter, Astro!!!
Arte e Poesia
Invadam a vida de assalto
Que a dança venha desembalada dos saltos
Encontros mundanos
Extraordinários
Acabem em risadas
beijos
E abraços.